Bazar das Artesãs da Linha Nove

Entre os dias 5 e 10 de maio um dos projetos parceiros do Ecotece realizará um bazar para mostrar e comercializar seus produtos.

Vá conhecê-las e adiante o presente para o dia das mães!

Moda Sustentável para crianças – Ecotece+Braskem

Aprender a transformar copos plásticos, embalagens, garrafas PET, filtros de papel e guarda-chuvas em looks ecológicos será o principal assunto abordado durante as três oficinas da quinta edição do projeto Comunidade EcoFashion, realizado pela Braskem. Hoje, os selecionados da rede pública estarão na Associação Cultural e Esportiva da empresa, em Mauá, para conhecer a iniciativa e começar a desenvolver os trajes. Os próximos serão nos dia 26 e 10, com aulas de modelagem e refinamento das peças.

 

A novidade para este ano é a parceria com o Instituto Ecotece, organização social especializada em gerar soluções criativas para um vestir consciente a partir de produtos ambientais. “Abre perspectivas para os participantes, por meio de experiências que permitem a eles descobrir ou aprimorar suas habilidades criativas, além de aproximar a sociedade ao nosso dia a dia. Vale ressaltar também a questão da conscientização”, afirma o gerente de relações institucionais da companhia, Flávio Chantre.

 

Pré-apresentação dos modelitos será na associação no dia 24 de maio, mas o evento oficial ganha palco no Teatro Municipal de Mauá, no dia 7 de junho. Neste ano, o tema para incentivar a produção é A Taça da Moda é Nossa. Os prêmios serão notebook, netbook, tablet e MP3. O programa começou em 2010 e já participaram 2.000 pessoas.


Fonte: Diário do Grande ABC
Fotos: Ecotece

Algodão e sua relação com a exploração de trabalho

Evitar roupas associada à exploração de seres humanos? Você poderá começar por  AllSaints ,Urban Outfitters e Forever 21. Favoritos de streetware foram classificados na parte inferior da pesquisa realizada pela Responsible Sourcing Network para determinar o quanto as indústrias de vestuário e homeware têm feito no sentido de eliminar o trabalho forçado de suas cadeias de suprimentos, principalmente quando o abastecimento vem do Uzbequistão.

Publicado quinta-feira passada, “Cotton Sourcing Snapshot: A Survey of Corporate Practices to End Forced Labor” (Origem do algodão instantâneo: Um Estudo das Práticas Empresariais para Acabar com o Trabalho Forçado) classificou 49 empresas líderes, atribuindo-lhes um máximo de 100 pontos no total de 11 indicadores nas categorias de política, divulgação, engajamento, implementação e auditoria.

Apenas cinco empresas obtiveram mais de 50 pontos:  Adidas , IKEA , Marks & Spencer , Patagônia , e PVH Corp , que detém as marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger. As cinco empresas de menor pontuação foram os AllSaints acima mencionados, Urban Outfitters e Forever 21, juntamente com a Costco e Sears .

Há poucos anos, mais de 2 milhões de crianças – algumas com menos de 7 anos – foram enviadas forçadamente pelo governo do Uzbequistão para colher algodão, sendo submetidas à uma carga horária de 10 horas por dia, durante dois a três meses por ano.

Boicotes e campanhas organizadas por grupos como a Responsible Sourcing Network eliminou quase por inteiro o número de crianças menores de 15 anos nos campos. Para substituir a escassez de trabalho, o governo começou a se voltar para as crianças mais velhas e adultos.

No Relatório de Tráfico de Pessoas de 2013, o departamento de Estado dos EUA colocou o Uzbequistão com a classificação Tier 3, que é a categoria mais baixa que um país pode receber por tolerar o tráfico de pessoas e trabalho forçado.

 

Fonte: Ecouterre

 

Acrescente em Sua Prateleira!

O Instituto Ecotece traz duas ótimas opções de livros que podem lhe trazer ótimas reflexões sobre moda, sustentabilidade e consumo. Confira!

O primeiro, “Moda e Sustentabilidade: Uma reflexão necessária” de Lilyan Berlim reúne informações sobre as relações entre e Moda e os princípios da Sustentabilidade. Apresenta uma série de dados, propondo uma maior contextualização do assunto e reflexões no que tange a estilo de vida, hábitos de consumo e modelos de negócios, gerando conhecimento e possibilitando transformação na área e no processo criativo.

Dividido em quatro capítulos, o livro aborda o campo da Moda, o consumo e suas implicações com a sustentabilidade; as questões de responsabilidade socioambiental na moda enquanto gestão, difusão, criação, formação acadêmica e marcas pioneiras; os principais materiais, matérias primas e serviços considerados sustentáveis e seus aspectos sociais, ambientais e econômicos; reflexões sobre a dicotomia consumo/moda; e uma abordagem sobre as novas percepções dos estudantes e profissionais de Design de Moda quanto a materialidade, conceitos e consciência sobre o referido assunto – sustentabilidade.

O segundo “Moda, Sustentabilidade e Emergências” foi organizado por Ana Mery Sehbe de Carvali e Bernardete Lenita Susin Venzon e reúne artigos apresentados durante o “Simpósio Nacional de Moda e Tecnologia” em 2011, e aborda algumas das diferentes facetas da moda.

Sumário – Indústria têxtil e de confecção mobilizada pelo desenvolvimento; Design e sistema de inovação para a sustentabilidade; Transformando resíduo em benefício social; Moda uma prática de muitas economias; Programa ASAS – design militante e tecnologia social; Estratégias para a redução de resíduos no setor de confecção de produtos de moda; A quantificação da sustentabilidade no design têxtil; Qualificação profissional no mercado informal de moda; Sustentabilidade na moda – casos de reaproveitamento e economia solidária; Fragmentos de identidade local como base para o desenvolvimento do design contemporâneo; Cor, luz, imagem e moda – as palavras e o corpo; Moda e tecnologia no contemporâneo; Padrão de beleza – (des)equilíbrios; Moro no mundo – um programa de qualidade de vida, educação e cultura; Imagens errantes no fast fashion – notas sobre a iconografia de Versace para H&M; Tropicália como movimento cultural e suas influências na moda; La didàctica del proceso; Diálogo entre arte e moda – processo criativo.

Para comprar “Moda e Sustentabilidade: Uma reflexão necessária”: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8560166602

Para comprar “Moda, Sustentabilidade e Emergências”: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=8570616627

Para ver outros livros indicados pelo Ecotece: http://www.ecotece.org.br/conteudo.php?i=86

Greenpeace Protesta na Semana de Moda de Milão

Ativistas do Greenpeace protestaram na Galleria Vittorio Emanuele, em ocasião da abertura da Semana de Moda de Milão, contra o uso de substâncias químicas perigosas na confecção de roupas.


O grupo pendurou um banner de 100 metros quadrados dentro da galeria, onde aparece a top model russa Eugenia Volodina e um jovem rei, aparentemente sem roupas, com os dizeres “Beautiful fashion, Ugly lies?” (Moda bela, mentiras feias?) e “#The king is naked” (#O rei está nu). Ao mesmo tempo, ativistas envergavam faixas com os dizeres “Versace, Detox now!” (Versace limpe sua moda agora!).

Chiara Campione, da campanha “O duelo da moda” do Greenpeace Itália, disse que “estamos aqui para revelar a verdade em relação a moda e nos juntar ao pequeno Rei que está pedindo que as marcas de luxo parem de usar tóxicos perigosos nas roupas infantis em todo o mundo.”

Campione continuou: “A Versace precisa fazer jus a sua reputação de marca que estabelece tendências e se comprometer em fazer roupas das quais pode se orgulhar. Se a Burberry e a Valentino já o fizeram, porque a Versace não pode?”

O Greenpeace Internacional divulgou um relatório sobre a concentração de substâncias químicas tóxicas em peças infantis de oito marcas da alta moda, como Versace, Louis Vuitton e Dolce & Gabbana.

Em várias peças das grifes foram encontrados nonilfenol etoxilado (NFE), antimônio e compostos perfluorados (PFCs), elementos proibidos na Europa, mas a maior concentração foi encontrada em uma jaqueta da Versace. Uma vez lançados nos rios ou lagos, alguns PFCs – que podem vir das fábricas ou das próprias roupas – se acumulam no meio ambiente e podem ser encontrados até nas regiões mais remotas do planeta. Eles também podem interferir nos sistemas hormonais de animais e de seres humanos.

O relatório com a investigação completa pode ser encontrado aqui. (versão em inglês)


Fontes: ANSA Brasil, Greenpeace Brasil.

Tecnologia em prol da sustentabilidade na moda

Nascido de pesquisa realizada há alguns anos na Universidade de Leeds, no Reino Unido, as máquinas criadas pela Xeros usam uma técnica totalmente diferente da que outros processos de lavagem apresentam. Em vez de somente água e detergente, ela emprega milhões de polímeros em formato de pequenas contas, que são capazes ​​de absorver a sujeira, manchas e odores e ainda reduzir a utilização de energia em 42% e 72% em água, se comparado à lavagem convencional. 

A lavagem funciona da seguinte maneira: com adição da água e de um detergente especial, também criado pela empresa, as manchas se dissolvem um pouco formando uma espécie de lamaçal, que é absorvido para o centro dos polímetro, onde fica preso definitivamente. Ao final do processo, o equipamento possui um tambor que suga as contas e as armazena novamente no reservatório inicial para que o material seja reutilizado em até 500 lavagens – apenas cerca de uma dúzia delas acabam ficando entre as peças. O material a ser descartado ainda pode ser reciclado e transformado em outros produtos. 

Em entrevista ao Digital Trends, os responsáveis pela empresa explicaram que o método surgiu por acaso, pois os pesquisadores da Universidade estudavam formas de fixar melhor os corantes aos tecidos, mas descobriram que o polímero faz exatamente o contrário. Graças às propriedades químicas do nylon, as contas também resistem a transferência de corante entre as cores e os brancos. O que faz com que não seja necessário separar as roupas por cor.

De acordo com a Xeros, se todos os britânicos adotassem seu método, algo em torno de 7 milhões de toneladas de água seriam poupados por semana.

A má notícia é que por enquanto a Xeros está focada no mercado corporativo, entregando máquinas para hotéis e lavanderias. A empresa está desenvolvendo modelos para uso doméstico, mas ainda não há prazo para o start de venda nas lojas.

Fonte: Digital Trends

+Infos: http://www.xeroscleaning.com/

Coleção de Lingerie Criada por Edoheart Preserva Cultura Têxtil Africana

Eseohe Arhebamen-Yamasaki, mais conhecida como Edoheart, tem um ponto de vista. Estaé a redescoberta, reconstrução, e reabastecimento das tradições e comunidades locais na África através da arte. Ela espera que, começando em pequena escala, mas com um grande sonho, sua coleção de lingerie irá melhorar o enorme problema da pobreza na África através da promoção da arte tradicional dos têxteis Africanos.

A primeira coleção de Edoheart  foi produzida em três estampas para conjuntos de seda, sendo feitos por artesãos de pequena escala e artesãos da África sub-saariana através de conceitos do comércio justo. A produção da coleção permite que os artesãos locais adquiram uma forma de geração de renda, trazendo o dinheiro às comunidades e protegendo a arte local. Embora seja um pequeno passo, Edoheart está esperançosa de que esta coleção é apenas o começo para uma mudança real.

Quando perguntado por quê ela começou com uma coleção de lingerie, Edoheart deu uma resposta honesta. “Eu não tinha visto nenhuma impressão Africana em coisa alguma, apenas em algodão e queria algo que fosse luxuosa. Em segundo lugar, do ponto de vista orçamental, com a lingerie, menos tecido é necessário. ”

A paixão pelos têxteis tradicionais africanos vem não só de suas próprias raízes, mas a história do significado desses impressos para cada comunidade. Edoheart completou sua tese de graduação sobre a forma como os Edo da África Ocidental falam e pensam sobre a cor. Especificamente Edoheart nos diz: “Eu descobri, por exemplo, que algumas cores representam sons. Vermelho e branco e preto soa como um trovão aos EDOS. “Os tecidos não são apenas arte, mas uma forma de comunicação para cada uma dessas comunidades africanas.

Como o uso de estampas têxteis africanas tornou-se mais de uma tendência na indústria da moda, Edoheart descobriu que a produção das impressões não eram provenientes de África, mas na Índia, Suíça e China por uma fração do custo. Esta forma menos dispendiosa de produção também é responsável por um resultado ambiental nocivo, dado que a maioria dos processos são tóxicos e cancerígenos.

Os processos tradicionais utilizados para criar a coleção fazem uso da natureza por meio de folhas encontradas em florestas próximas e lama recolhidas a partir de rios para criar ricos corantes para tecido. O laborioso processo requer uma familiaridade com diferentes espécies de plantas e argilas da área para criar tecidos vibrantes e únicos aplicados à cada peça feita à mão.

Para Edoheart, esta coleção é apenas o começo. A artista pretende alcançar mais 50 países na África e inspirar futuras coleções de sportswear e acessórios.

A coleção composta por 196 conjuntos de lingerie a coleção está disponível para as próximas duas semanas no Kickstarter e serve como um passo na direção certa para fortalecer a economia Africana.

Fonte: Ecouterre

Recycle Runway

Nancy Judd é uma artista que vê a moda como instrumento de conscientização para valores sustentáveis. Seu projeto, Recycle Runway (Passarela Reciclada), já participou de exposições em diversos locais, como Carolina do Norte,  Atlanta, Albuquerque, além disso, ela possui peças na coleção permanente do instituto Smithsonian (Washington, D.C., Estados Unidos) .

Além de artista, é educadora na área de sustentabilidade, e usa suas criações como um alerta para problemas ambientais.

A ideia do projeto Recycle Runway  é atrair a atenção do público para as escolhas sustentáveis em diversos ambientes cotidianos, e principalmente em suas atitudes de compra.

Casaco de pele falsa feito com fitas cassete

Faux Fur Coat (Casaco de pele falsa) foi um trabalho de Nancy no qual ela utilizou fitas cassete e de vídeo (VHS) costurados em um casaco de segunda mão, criando-se uma textura simulando um casaco de pele.

A proposta era alertar dos perigos do descarte inapropriado do lixo eletrônico, que possuem em sua composição metais perigosos como o mercúrio.

Environmental Steward-ress

 The Environmental Steward-ress é o resultado de uma parceria da artista com a Delta Airlines. O projeto é um uniforme de aeromoça desenvolvido com retraços de couro dos bancos de antigos aviões da empresa. A capa foi feita com revistas e passagens antigas cortados e costurados em uma antiga fronha de travesseiro e uma coberta, também da companhia.

A Delta Air Lines foi uma das pioneiras no processo de percepção das questões relacionadas ao meio ambiente. Seu processo abrange a reciclagem dos materiais utilizados e também em uma reorganização logística que resultou em uma economia de 70 milhões de galões de combustível ao ano, resultando em menos poluentes lançados no meio ambiente.

Vestido "Crime Scene"

Crime Scene é um dos projetos, elaborados com fita policial, utilizada para sinalizar cenas de crimes e que se tornaram um vestido nas mãos de Nancy.

Seguindo a mesma linha, ela criou uma peça com fitas que diziam Caution (Perigo) que foi utilizada em uma palestra realizada no TEDx.

Vestido "Caution Tape"

O objetivo com essa peça era alertar para a quantidade de produtos químicos e sintéticos que podem ser absorvidos pelo nosso corpo, tanto pela alimentação quanto pelos hábitos de consumo não-consciente.

Se quiser saber um pouco mais sobre seu trabalho, segue a palestra de Nancy (em inglês) no TEDXAlbuquerque.

(www.youtube.com/watch?v=tHi3UuhNrLM)

Fontes:

Recycle Runway (Site oficial)

Delta Airlines News

Aplicativo de celular para compra consciente de roupas

Foi ao ar, nesta quarta (11), o Moda Livre, primeiro aplicativo para compra consciente de vestuário do país para ajudar no combate ao trabalho escravo. Disponível gratuitamente para download em versões para iPhone e Android, ele avalia as ações que as principais varejistas de roupas no país vêm tomando para evitar que as peças de vestuário vendidas em suas lojas sejam produzidas por mão de obra escrava. O Moda Livre é também uma das primeiras reportagens feitas no Brasil em formato de aplicativo e levou mais de seis meses para ser produzido.

O lançamento faz parte da comemoração pelo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 65 anos nesta semana e tem na defesa do trabalho digno um de seus pilares. O aplicativo pretende também ser uma ferramenta útil para o consumidor que está indo às compras para o Natal.

Como baixar: Ele está disponível na loja da Apple e no Google Play e roda nos sistemas operacionais iOs 5+ e Android 4+.

Além de marcas dos dez maiores grupos varejistas do mercado, também estão avaliadas outras de empresas envolvidas em casos de trabalho escravo flagrados por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego até junho deste ano, totalizando 22 marcas. O aplicativo será atualizado periodicamente, de acordo com mudanças nas políticas das empresas, e acrescido de novas marcas ao longo do tempo.

   moda livre

As empresas foram convidadas a responder um amplo questionário que contempla três indicadores: Políticas (compromissos assumidos por elas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento), Monitoramento (medidas adotadas para fiscalizar os fornecedores) e Transparência (ações tomadas para comunicar aos clientes o que vêm fazendo nesse sentido). Um quarto indicador foi organizado com base em extensa pesquisa no Ministério do Trabalho e Emprego, no Ministério Público do Trabalho e na Justiça do Trabalho, sobre o envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo.

Com base nas respostas e no levantamento, as empresas receberam uma pontuação que as classifica em três categorias de cores (verde, amarelo e vermelho), de acordo com as medidas que tomam para combater o trabalho escravo. Aquelas que não responderam ao questionário, apesar dos insistentes convites, foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.

O Moda Livre não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informação para que faça a escolha de forma consciente. O aplicativo é fruto da apuração da equipe de jornalismo da Repórter Brasil e do design e desenvolvimento da agência PiU Comunica.

Passei anos ouvindo que o consumidor é o culpado pelas desgraças do mundo ao não adotar um comportamento mais responsável ao escolher os seus produtos. Esse discurso, é claro, tira parte do peso da cobrança de cima das costas de empresas e de governos e ignora um elemento básico: falta informação de qualidade para que a maioria das pessoas possa tomar sua decisão. Daí surgiu a ideia do aplicativo, que tive o prazer de coordenar, diz Sakamoto, um dos responsáveis pelo projeto

O aplicativo, que também conta com uma seção de notícias sobre trabalho escravo e o setor de vestuário, que será atualizada quando houver resgates de trabalhadores e outras informações relevantes, pode ser encontrado na loja da Apple e no Google Plus com os termos de busca “moda livre” e “moda livre repórter brasil”.

Para baixar:
IPhone – Moda Livre
Androide:  - Moda Livre

Por: Leonardo Sakamoto
Fonte: Blog do Sakamoto 

 

Justiça do Trabalho bloqueia R$ 1 milhão de dona das marcas M.Officer e Carlos Miele

A Justiça do Trabalho de São Paulo concedeu uma liminar a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) para bloquear R$ 1 milhão da empresa M5 Indústria e Comércio, dona das marcas M.Officer e Carlos Miele.

O pedido foi feito após procuradores do Trabalho identificarem, em uma fiscalização feita na semana passada, que em uma oficina da região central de São Paulo bolivianos irregulares no país trabalhavam produzindo peças da marca M.Officer em um local considerado com condições sem higiene e sem segurança.

“Além do risco de incêndio, com fiação exposta, não havia extintores e o local estava em péssimas condições, segundo constataram os procuradores e fiscais do Trabalho que estiveram na oficina de costura. Um casal de bolivianos, os filhos e outras pessoas viviam todos em um mesmo quarto também sem condições de higiene”, diz o procurador Tiago Muniz Cavalcanti, responsável pela Conaet (Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo).

A decisão da Justiça do Trabalho foi dada em caráter liminar, e a empresa pode recorrer. Foi obtida pelo MPT durante o plantão do judiciário no último dia 15, feriado nacional.

Nela, o juiz Helder Bianchi Ferreira de Carvalho determinou que a empresa providencie, em um prazo de 24 horas, a partir do momento que for comunicada, “a transferência dos trabalhadores, de filhos e parentes que com eles estejam trabalhando e/ou morando, para hotel, pensão ou alojamento que atenda às normas regulamentadoras de saúde e segurança, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, além do imediato pagamento das verbas rescisórias”.

A liminar também prevê que a empresa pague R$ 5.000 para “assegurar o pagamento de verbas rescisórias e eventuais despesas de retorno” à Bolívia.

De acordo com o procurador, a decisão de recorrer à Justiça foi tomada após a empresa ser procurada e “se recusar a assinar a carteira dos trabalhadores e reconhecer a ligação com a exploração desse tipo de trabalho degradante”.

FORNECEDORES CERTIFICADOS

Em nota assinada pelo diretor Igor Mussoly, a empresa informa que “está tomando as medidas judiciais contra os responsáveis e trabalhará ombro a ombro com o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego para elucidar os fatos”.

Segundo a M5, ela tem uma “relação comercial de compra de produtos prontos e acabados com fornecedores idôneos, devidamente certificados pela ABVtex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), para posterior venda” em suas lojas.

De acordo com a nota, “os fornecedores da M5, que também são fornecedores de outras marcas famosas, são selecionados após criteriosa seleção e somente são aceitos se pré-certificados pela ABVTex ou pela SGS [firma que faz certificações e verificações]. A empresa é extremamente rigorosa com seus fornecedores exigindo, por contrato, o cumprimento integral da legislação trabalhista sob pena de denúncia às autoridades competentes, além de diversas outras severas sanções”.

Consta no site da associação que ela foi criada em 1999 e que representa as principais redes do varejo nacional que vendem vestuário, bolsas e acessórios de moda, além de cama, mesa e banho. Juntos, os associados representam cerca de 15% das vendas do varejo nacional.

Entre seus objetivos e princípios, é citado “respeito à legislação, apoiando ações que visem a responsabilidade social, a formalização nas relações comerciais e o combate à concorrência fraudulenta.”

Nas ações mencionadas no seu site, a associação informa que destaca-se o “desenvolvimento da certificação de fornecedores — ABVTex junto à da cadeia produtiva e observância de aspectos ligados à responsabilidade social”.

Folha não localizou os representantes da entidade para verificar se o fornecedor da marca M.Officer consta na lista dos que certifica para a grife.

O nome desse fornecedor não foi citado nem pela empresa em seu comunicado nem pelo MPT.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O Ministério Público de Trabalho informou que deve entrar em 30 dias com uma ação civil pública contra a empresa, mas que nesse intervalo pode ser assinado um termo de ajustamento de conduta para resolver a questão.

Na oficina, o grupo de fiscalização localizou “peças e acessórios, como etiquetas, botões e placas de metal que identificam a marca M.Officer, sendo costuradas nessa oficina clandestina. Havia ainda caixas de aviamentos, tecidos, modelagem, notas fiscais e pedidos de serviços demandados pela M5″, afirma o procurador.

“Na oficina foi encontrada a ficha da peça-piloto com as especificações de como deveria ser costurada e a peça. A mesma ficha e a mesma camisa em produção foram encontradas na oficina, na confecção intermediária e depois na empresa. Era o mesmo produto sendo fabricado para a marca, uma camisa com cores diferentes”, disse Cavalcanti.

Segundo um dos trabalhadores que prestou depoimento, a oficina presta serviço há sete meses e recebia peças para costurar de uma confecção localizada na rua Prates, em São Paulo.

O dono da confecção, cujo nome não foi divulgado nem o da empresa, confirmou que ele produzia para a marca M.Officer e que repassava peças para a oficina dos bolivianos, segundo informa o Ministério Público do Trabalho.

Matéria publicada dia 18/11 na Folha de São Paulo, no caderno de Mercado.

Curso de Renda Renascença – 7 e 8 de Dezembro

Descrição:

Através do curso o aluno estará apto a desenvolver os principais pontos de Renda Renascença e a combina-los entre si para a formação de trabalhos mais elaborados.

Renda Renascença é uma técnica artesanal que teve sua origem na Ilha de Burano em Veneza, Itália no século XVI e é difundida em algumas regiões do Nordeste brasileiro.

Confeccionada com agulha, linha e lacê de algodão. Em uma primeira etapa o desenho que será bordado é feito em papel e preso a uma almofada base. O lacê é então fixado e entremeado pelos diferentes pontos da renda.

RESGATAR TÉCNICAS ARTESANAIS = VESTIR CONSCIENTE

Professora: Thaís Guerra
Autodidata, começou a bordar para presentear amigos e familiares, buscando referencias em diversas fontes literárias e participando de capacitações com bordadeiras profissionais do ateliê de Madame Rosita. Realizou também pesquisas de campo com rendeiras de Maceió – AL e Poção – PE, berço da renda renascença brasileira.

Para interesse em uma nova turma:
ivi@ecotece.org.br

 

1º Seminário de Moda Sustentável Ecotece

Seminário de Moda Sustentável Ecotece – Inscrições Gratuitas

Durante o seminário você entrará em contato com os conhecimentos de um time de profissionais e pesquisadores ligados a moda sustentável.

Será levado a refletir sobre o papel da moda como um meio para construção de uma sociedade mais ética e limpa e será apresentado à tecnologias ecológicas e sociais.

Vamos juntos refletir sobre o papel dos designers e empresários na construção e empresas com responsabilidade socioambiental.

Juntos podemos tecer um mundo melhor!

Anotem já em suas agendas!

Datas e horários:
23/10 – das 17h às 20h
24/10 – das 17h30 às 19h30h

Palestras:
23/10
1- Princípios do Vestir Consciente – Lia Spínola – 17h
2- Materiais Ecológicos – Carol Piccin – 18h15
3- Evolução das fibras celulósicas – Gilberto Campanatti – 19h15

24/10
4- Consumo de moda brasileira – Ana Paula Miranda – 10h30
(apenas para expositores)
5- Design e criação sustentável – Fernando Mascaro – 17h30
6- Empresas, novos caminhos – Romain Michel (Tudo Bom) e Glicínia Stenareski (Casulo Feliz) – 18h45

Localização:
Gotex Show
Evento Gratuito!
Palácio das Convenções do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo

Recomenda-se chegar com pelo menos 20 min de antecedência, para melhor acomodação dos participantes.
Não será permitida a entrada após o início da palestra.
Número de vagas sujeitas à limitação de assentos do auditório.

Agilize sua entrada na feira efetuando sua inscrição gratuitamente:
http://www.gotexshow.com.br/inscricoes

Confirme sua presença também em nosso evento no facebook:
https://www.facebook.com/events/1416369295244676/

 

+infos sobre a Gotex: http://www.gotexshow.com.br

 

Desafio para microempreendedoras da Grande São Paulo irá premiar 3 mulheres com R$5mil para investir no negócio

A Aliança Empreendedora irá capacitar 30 mulheres finalistas do Pequenas Gigantes – Desafio São Paulo para Microempreendedoras, e no fim das capacitações, serão reconhecidas as 3 vencedoras que receberão R$ 5mil para investir no negócio.

O Pequenas Gigantes – Desafio São Paulo para Microempreendedoras é uma iniciativa da Aliança Empreendedora e do Instituto Walmart, que procura identificar, capacitar, valorizar e premiar mulheres que empreendem pequenos negócios na Grande São Paulo (negócios com faturamento anual máximo de R$240.000,00).

O desafio irá selecionar 30 finalistas para receber a capacitação em gestão de negócios e comportamento empreendedor da Aliança Empreendedora, e durante os intervalos entre as capacitações, as finalistas serão desafiadas a praticar no negócio os conhecimentos adquiridos nos encontros, e depois compartilhar os resultados obtidos com o grupo!

As finalistas serão avaliadas durante todos os encontros, e, no fim dos quatro dias de capacitação haverá uma banca que selecionará, segundo os critérios do “Pequenas Gigantes – Desafio São Paulo para Microempreendedoras”, as três mulheres vencedoras que ganharão R$ 5 mil para investir no negócio ou em capacitação técnica. As histórias das três mulheres vencedoras serão divulgadas em mídia nacional através de assessoria de imprensa e canais da Aliança Empreendedora e do Instituto Walmart.

As inscrições ficam abertas até dia 06 de novembro de 2013 através do site:
www.pequenasgigantes.org.br

 

Oficina Pano Pra Manga

Sabe aquele vestido que você ganhou, nunca usou e também não passou pra frente? Aquela blusa que você ama mas não serve mais e continua no fundo da sua gaveta?

Utilizando-se do upcycling e do slowfashion, conceitos que acreditamos serem parte da solução para um planeta mais sustentável, a estilista carioca e parceira do Instituto Ecotece, Gabriela Mazepa, trás soluções criativas para você prolongar a vida útil de seu guarda-roupas  em workshop em São Paulo.

A oficina que será realizada em 26 de Outubro na Escola São Paulo, busca transformar completamente suas peças numa dinâmica onde será colocada a mão na massa através do corte, costura, tingimento e bordado.

Cada participante da oficina será convidado a trazer uma peça de roupa que não quer mais, participar ativamente da transformação e sairá da oficina com uma peça nova.

Você não precisa saber costurar para participar dessa oficina. Serão disponibilizadas máquinas de costura onde você poderá arriscar (mas, caso comece a dar tudo errado, haverão mãos experientes para pilotar as máquinas!).

Será fornecido todo o material a ser utilizado (fios, linhas, agulhas e outras peças de roupa).

Quando?
26 de Outubro de 2013
das 14h00 às 18h00

Onde?
Escola São Paulo
Rua Augusta, 2074,
São Paulo – SP

Investimento?
R$160,00
Para se inscrever acesse: http://cinese.me/encontros/oficina-panopramanga

Não esqueça de levar a criatividade e a peça de roupa que você não usa mais!

Fonte: Cinese, Gabriela Mazepa Página Oficial.  

EM SETEMBRO, EM PARATY, MODA E DESIGN PARA UM MUNDO COM UM NOVO OLHAR.

De 26 a 29 de setembro acontecerá em Paraty, RJ, a  terceira edição do Paraty EcoFashion, evento com foco na sustentabilidade que, desta vez, amplia o seu olhar para além da Moda para chegar aos objetos como um todo e alcançar o design sustentável também nas áreas de Arte e Decoração.

Integrado por exposições, palestras, oficinas e workshops sobre a sustentabilidade no artesanato e no design, o Paraty EcoFashion nasceu para promover a união entre as comunidades periféricas da região, artistas plásticos, outros profissionais e instituições renomados. Tudo para chegar a uma “costura” bem feita, que “alinhava” de forma caprichada e bonita a tradição local dos moradores com a visão e a técnica apuradas de profissionais experientes, visando a inclusão efetiva das populações com pouco acesso à informação sobre Design e Moda.

O Paraty EcoFashion abriu também maiores chances às comunidades envolvidas, que se viram com mais liberdade para utilizar seus conhecimentos sobre materiais e técnicas tradicionais de baixo impacto ambiental em suas produções de objetos. E o mesmo estímulo à produção artesanal social e ambientalmente sustentável permaneceu vivo na área da Moda, não apenas valorizando a cultura local, mas também  trazendo à tona um debate sobre os princípios éticos e estéticos da produção contemporânea.

Saberes e fazeres: o foco do evento

O resultado desse trabalho e dessa experiência conjunta entre profissionais e comunidades é um dos pontos altos do Paraty EcoFashion, traduzido em exposições que prometem surpreender pelas criações sustentáveis.

Uma delas com foco em Moda e Design, será realizada na CASA DA CULTURA, reunindo projetos de  equipes de diversas faculdades da área, com curadoria do Instituto Rio Moda.

Na TENDA DA FEIRA CRIATIVA, no Centro Histórico, haverá exposição e venda de produtos alinhados com os objetivos do projeto.

A exposição Raízes de Paraty promete surpreender com a direção de Renato Imbroisi e sua equipe.

A programação ainda inclui um ciclo de palestras  EcoModus na CASA DA CULTURA, e workshops e oficinas ligadas à sustentabilidade, no SILO CULTURAL.


Com olhos voltados para a saúde do Planeta e para o futuro das novas gerações, o Paraty EcoFashion é fruto de uma missão: a de fortalecer o desenvolvimento sustentável a partir da educação ambiental e da conscientização.
Nascido da mescla de prática e teoria, é um evento comprometido com uma nova mentalidade e que se realiza para incentivar pesquisas e criações que contemplem a conservação do meio ambiente e o respeito  à diversidade cultural do Brasil.
“Beber na fonte dos saberes e fazeres” das comunidades tradicionais, inovar na forma, gerar renda por meio da economia solidária: é este o fio condutor que faz acontecer o Paraty EcoFashion pelo terceiro ano consecutivo. E não à toa numa cidade histórica, com quase 400 anos de existência, privilegiada por uma geografia das mais belas, entre a Mata Atlântica e a Serra do Mar, numa baía de mar calmo pontuado por ilhas paradisíacas. Destino turístico dos mais cobiçados, Paraty também é motivo de visita e curiosidade quando o assunto é moda e design sustentável.

+ infos:
http://paratyecofashion.com.br
www.facebook.com/paratyecofashion 

Fonte: Paraty EcoFashion

 

Revista Geração Sustentável – Edição 34

Última edição da Revista Geração Sustentável traz como matéria de capa uma abordagem da Moda Sustentável e a presidente do Instituto Ecotece, Lia Spínola, também deu sua contribuição falando sobre um Vestir mais Consciente.

Confira a matéria completa através do link:

http://ecotece.org.br/media/biblioteca/arq56.pdf

A Cadeia Tóxica

Investigações do Greenpeace divulgadas em novembro de 2012 encontraram produtos químicos perigosos em roupas de 20 principais marcas de moda. Sua publicação já fez com que algumas marcas sinalizassem algumas mudanças, mas podemos muito mais! Fiquemos de olho!

Algumas das maiores marcas de roupas estão vendendo roupas contaminadas com produtos químicos perigosos que ao entrar em contato com água se fracionam e formam substâncias que alteram a forma como os hormônios naturais atuam no corpo humano. Também foram encontrados vestígios de substâncias químicas cancerígenas, de acordo com o relatório publicado hoje pelo Greenpeace Internacional.

Investigações do Greenpeace encontraram produtos químicos perigosos em roupas de 20 principais marcas de moda. A Zara está sozinha no estudo por ter peças de roupas que podem originar substâncias químicas que desregulam os hormônios e que podem causar câncer.

O relatório investigativo do Greenpeace Internacional, “Os fios tóxicos – o grande remendo da indústria da moda” em Inglês, abrange testes de 141 itens de vestuário e expõe as ligações entre instalações fabris têxteis que utilizam produtos químicos perigosos e a presença de produtos químicos nos produtos finais.

“As principais marcas de moda estão transformando todos em vítimas da moda, nos vendendo roupas que contêm produtos químicos perigosos que contribuem para a poluição tóxica da água em todo o mundo”, disse Yifang Li, Campaigner Sênior de Tóxicos, do Greenpeace Asia.

Uma das principais conclusões é que todas as marcas analisadas tiveram diversos itens contendo nonilfenóis (NPs), químicos que se quebram em outras substâncias e que alteram a forma como os hormônios atuam no corpo humano. As maiores concentrações – acima de 1000 partes por milhão – foram encontradas em itens de vestuário da Zara, Metersbonwe, Levi’s, C&A, Mango, Calvin Klein, Jack&Jones e Marks&Spencer.

Outros químicos identificados incluíam elevados níveis de ftalatos tóxicos em quatro dos produtos e os traços de uma amina cancerígena proveniente da utilização de alguns corantes azóicos, em dois produtos de Zara. A presença de outros tipos de produtos químicos industriais potencialmente perigosos foram encontrados em muitos dos itens testados.

Os itens testados foram fabricados principalmente no hemisfério sul, e incluíam calças jeans, calças, camisetas, vestidos e roupas íntimas. As peças foram projetadas para homens, mulheres e crianças e feitas a partir de fibras artificiais e naturais. Os produtos químicos perigosos estão incorporados nestes materiais ou são deixados como resíduos indesejados que restaram do processo de fabricação. 

“A indústria têxtil continua a tratar os cursos-d’água públicos como seus esgotos particulares. Mas a nossa moda não tem que custar o preço do planeta, nossas roupas não têm que ser fabricadas com produtos químicos perigosos”, disse Yifang Li, Campaigner Sênior de Tóxicos do Greenpeace Ásia.

O Greenpeace está exigindo que as marcas de moda se comprometam a parar de poluir com produtos químicos até 2020. Algumas delas (Nike, Adidas , Puma , H & M ,  M & S , C & A, Li-Ning , Zara , Mango, Esprit, Levi, Uniqlo, Benetton, Victoria Secret, G-Star Raw e Valentino) já se comprometeram desde a publicação da investigação e exigem que seus fornecedores divulguem todas as substâncias químicas que suas instalações fabris lançam no ambienteNo entanto outras empresas de vestuário, como Calvin Klein, GAP e Abercrombie & Fitch ainda precisam responder à urgência da situação. Detox suas marcas e ajudem a Detox nosso futuro!

Não consumir é nossa maior arma contra empresas que não se preocupam com um Vestir mais Consciente!

Juntos podemos tecer um mundo melhor!

Fonte: Greenpeace

Sustentabilidade por baixo das roupas

O poder de uma lingerie é indiscutível, ainda que a mulher esteja de calça jeans e camiseta, o que está por baixo é capaz de refletir grande confiança, seja por um cunho mais sensual ou por puro conforto.

Porém não seria ainda melhor agregar ainda um valor sustentável as suas roupas íntimas?

Como já sabemos a indústria têxtil ainda é uma grande poluidora, e então o pensamento eco-friendly é bem vindo ao guarda-roupa de um modo geral. E algumas empresas já se atentaram a isso.

As possibilidades de inserir questões sustentáveis são inúmeras: tecidos naturais e menos poluidores; fair trade; valorização da produção local; entre tantos outros. E algumas marcas realmente estão se atentando a isso e definindo melhor seus valores de produção em prol do meio ambiente:

Do you Green

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Organic Lingerie

 A marca francesa foi criada por Sophie Young, designer que propôs peças de lingeries feitas com tecido desenvolvido a partir de um tipo de pinheiro (white pine tree).

De acordo com a marca, as fibras dos galhos dessa planta resultam em um tecido, o LENPUR,  com o toque de cashmere e o conforto da seda. O objetivo de utilizar os galhos dos pinheiros é causar o menor impacto possível.

Além do toque, a fibra também possui propriedades anti transpirantes e é de manutenção muito fácil. E devido a sua origem, é anti bactericida e biodegradável. Para o envio de seus produtos, ela reciclava caixas de papelão coletadas na vizinhança.

Do Your Green é uma marca afirmada em seus conceitos de sustentabilidade, e visando minimizar o impacto ambiental e beneficiar a produção local, a fabricação do tecido e seu tingimento são realizados na região da França.

 Stella McCartney

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: The Daily Green

A designer Stella McCartney, adepta do pensamento sustentável, também já produziu uma linha de underwear com essa característica. O foco principal foi nos tecidos, utilizando-se de algodão orgânico, seda e chiffon. Além disso os metais utilizados nas peças também são reciclados.

 Luva Huva

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Luva Huva

Os produtos da Luva Huva são todos feitos à mão e são utilizados tecidos fora de linha, remanescentes e retraços têxteis que possivelmente iriam para o lixo. Juntamente com essas matérias primas, são utilizados também o algodão orgânico e tecidos de fibras de soja, além de aviamentos que também teriam destino de descarte.

Between The Sheets

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: The Daily Green

Between the Sheets, fundada por um designer de lingerie e um advogado ambiental, resultou em uma marca cujo principal eixo de desenvolvimento é a sustentabilidade.

Na produção de seus produtos é muito importante que a maioria dos materiais possa ser adquiridos na própria região, visando valorizar o mercado local e o fair trade e evitando grandes gastos de recursos com transportes e logísticas.

Os materiais utilizados são primordialmente fibras naturais, e ainda um tecido específico, feito de fibras de faia, o Lenzing Modal.

As marcas brasileiras também apostaram em iniciativas sustentáveis.

 

 

 

 

 

Fonte: Bazar Pop

A Valisere lançou uma coleção chamada Serena, produzida também com o Lenzing Modal. A ideia do material é proporcionar maciez durabilidade e boa respirabilidade, em comparação ao algodão.

 

 

 

 

 

Fonte: Blog da Soluá

A marca Hope também apostou na fibra e lançou a coleção Hope Green. Além da utilização do tecido sustentável, 7% da renda foi revertida para o IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, organização em prol da biodiversidade.

Fontes:

Tree Hugger

The Daily Green

Mercado Ético

Bazar Pop

Alllingerie.com.br

A Desaceleração do Fast Fashion e o Começo de um Novo Momento

Quando olhamos para a história da moda no século 20, temos uma divisão bem definida das décadas e seus respectivos estilos. Glamour nos anos 20, masculinização nos 40, revolução sexual nos 60, supermercado de estilos nos 90… Porém, não é fácil identificar uma estética que defina os primeiros anos do século 21.

Foi dos anos 2000 pra cá que a moda começou a se inspirar historicamente nas décadas do século anterior, revisitando-as e criando imagens novas. Pense na grande miscelânea de estéticas vistas nos últimos 13 anos: as mulheres de Sex & The City, Gaga e seus Little Monsters, o movimento emocore, os ecofriends com seus tecidos sustentáveis, o lenço étnico da Balenciaga, high low, androginia, unissex, hipsterismo… Impossível listar todas as referências, e muito menos escolher a mais marcante.

Mas arrisco dizer que um bom resumo dos “anos 00” é o multiculturalismo. A moda nunca foi tão globalizada, e nunca tantos jovens — em tantos lugares diferentes do mundo — se vestiram da mesma maneira. E um dos grandes responsáveis por isso, além da nossa estimada Rede Mundial de Computadores, é o fast fashion.

Desde o final dos anos 1990, o fast fashion vem dominando o planeta com seus preços camaradas, design contemporâneo e qualidade questionável. É uma engrenagem que defende exatamente a grande essência da moda: a efemeridade.

O filósofo Gilles Lipovetsky comenta que, desde os anos 1950, a chamada “estratégia da obsolescência planejada” faz com que as empresas criem pequenas mudanças estilísticas em seus produtos, lançando-os como novos. Embora obras “imortais” ainda possam ser realizadas, os projetos de curta duração são o principal fruto dessa cultura, na qual os objetos tem sua morte programada com antecedência e, muitas vezes, são consumidos antes mesmo de sua posse.

O sociólogo francês Jean Baudrillard defende uma relação mais ativa com os objetos. Segundo ele, em todos os tempos comprou-se, possuiu-se, usufruiu-se, gastou-se e, contudo, não se consumiu. O consumo se dá quando se estabelece uma relação entre o indivíduo e o significado do objeto, ou seja, é o signo do qual o objeto se reveste que o torna consumível.

É aí que nasce o “objeto de desejo”: algo carregado de valores e signos que é oferecido ao homem contemporâneo como capaz de suprir suas carências internas. No entanto, ao perceber que o objeto não pode preencher esse vazio, ele permanece frustrado, gerando uma doentia compulsão para o preenchimento dessa realidade ausente. É um ciclo infinito que jamais se realiza, por não ter limites.

Porém, este cenário já começou a apresentar sinais de desgaste. Observa-se hoje uma tendência comportamental em relação à moda: a vontade por uma maior valorização de tudo que consumimos. Os produtos estão cada vez mais incorporando ao seu design valores intangíveis, deixando de ser apenas objetos para se transformarem em sujeitos que constroem com os consumidores uma relação mais emocional.

Marcas que acreditam neste conceito já estão pipocando mundo afora. Recentemente, a especialista em moda vintage Gill Linton deu uma entrevista ao PSFK em que aborda o enfraquecimento do atual formato da indústria do vestuário. Segundo ela, sua loja Byronesque existe para “instigar a imaginação das pessoas e não deixar que elas se vistam todas da mesma maneira”. Gill acredita que peças vintage são cada vez mais valorizadas, não somente pela autenticidade de seus designs ou pela história que carregam, mas pela durabilidade que oferecem, por terem sido confeccionadas com um primor de qualidade muito superior ao que estamos acostumamos.

Aqui no Brasil, os incríveis tricôs da Helen Rödel nadam forte contra a corrente do fast fashion. Assista o vídeo.

Outras tentativas — ainda tímidas — levantam a bandeira do Slow Fashion tupiniquim, como por exemplo a coleção MB Infinito da grife Maria Bonita, com modelagens clássicas que duram muito mais do que apenas uma estação; a estilista Flávia Aranha, que utiliza materiais orgânicos na confecção de peças atemporais; ou Martha Medeiros, conhecida por seu trabalho realizado junto às rendeiras do Rio São Franscisco.

A Folha de São Paulo publicou um ótimo depoimento que salienta esse cansaço geral em relação ao efêmero. O texto de Vivan Whiteman critica a grande fábrica de “tendências” que as fashion weeks se tornaram, e como é humanamente impossível acompanhar essa montanha russa de lançamentos. Concomitantemente, em uma série de entrevistas do Style.com sobre o futuro da moda, o estilista Azzedine Alaïa disse que “é inconcebível que um designer tenha uma grande ideia a cada dois meses”.

Tanto é que muitos apelam para a cópia, como mostrou uma polêmica matéria da revista Piauí em 2007. Mesmo grifes consideradas carros-chefe da moda mundial já assumiram ter copiado modelos de outras marcas.

Aliás, esse debate sobre criação autoral de moda vai esquentar na próxima edição do São Paulo Fashion Week, com a provável inclusão da Lei Rouanet na moda brasileira, dando ao estilista o direito de captar patrocínios para suas coleções. Haverá uma triagem para detectar quais são as grifes que desenvolvem um trabalho de pesquisa criativa e quais são aquelas que não contribuem para a intelectualidade da nossa produção. Provar que uma “obra” é autêntica não será tarefa fácil!

O fast fashion, esperto que é, já está sacando todas essas novas correntes, e começa a pensar em alternativas de engajar sua clientela. Nessa indústria onde criadores copiam criadores, resgatar o “significado” de uma roupa — aquele capaz de gerar desejo no consumidor — será o grande desafio do setor para os próximos anos. Afinal, a busca pela autenticidade é o que deve marcar a imagem desta segunda década do século 21.

Texto escrito por: Eduardo Biz
Fonte: Ponto Eletrônico 

 

 

Furoshikis


Nova coleção Ecotece de Furoshikis
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O Furoshiki é uma técnica ancestral japonesa de amarração.
Com apenas um tecido você tem inúmeras alternativas práticas e modernas para amarrar sua própria bolsa.

Versatilidade = Vestir Consciente

Essa peça foi produzida em parceria com dois projetos sociais:
- Projeto Botuáfrica, desenvolvimento da estamparia artesanal
- Projeto Retece, responsável pela confecção

Cada Kit Furoshiki contém:
- Um pedaço de tecido 107cm x107cm
- Um manual explicativo com 6 formas de amarração de bolsa.
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Com apenas 1 tecido você obtém 10 modelos diferentes de bolsa

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