Upcycle – Vicunha + Gabriela Mazepa

VICUNHA TEXTIL + GABRIELA MAZEPA

Após 6 anos defendendo o conceito de Upcycling* na Moda mundo afora, Gabriela Mazepa volta à 
sua terra natal e lança uma coleção cápsula em parceria com a Vicunha Têxtil.

A estilista que nos últimos dois anos trabalhou em parceria com uma indústria têxtil do Sri Lanka (País Asiático pioneiro nos conceitos de sustentabilidade) encara agora uma parceria 100% Brasileira. A gigante têxtil do Brasil entrou em contato com a nossa equipe oferecendo alguns metros de “itens descontinuados’ em brim: coleções passadas, itens com pouca metragem, etc.

O que para muita gente é descartado, para nós é arte: cada peça é única, feita de maneira artesanal pelas mãos da estilista e da equipe com quem trabalha, os retalhos misturaram-se a tecidos de toda cor e estampa e tomam forma em peças exclusivas.

“Muitos dos tecidos utilizados, eu venho colecionando faz tempo, o que chamamos aqui de “tecidos africanos” e que aparecem em várias peças, já são uma paixão antiga… o diferencial do trabalho está nesse quebra-cabeça de unir as cores dos tecidos que recebemos com as mais diversas estampas. Cada peça tem um pedaço de brim da Vicunha, de resto é puro improviso.”

As peças são numeradas, cada etiqueta costurada à peça explica o conceito e tem uma numeração, explicitando a questão da edição limitada e da exclusividade.
A coleção cápsula de 6 peças-chave estará disponível para pronta-entrega no Rio de Janeiro (loja Mutações consumo responsável Humaitá e Arpoador ) e em Junho na loja online da marca.

*Upcycling: é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

+ infos: http://www.gabrielamazepa.com

Fotos: Bianca Pimenta / Retoucher: Fernando Souza / Assistente produção: Raíssa Oliveira
Modelo: Monique Paixão/ Make-up: Ana Pri Freire
Locação: Adeilton e equipe ônibus CEASA-RJ

Couro de Crocodilo Sustentável


 Peles de animais… Maioria contra, certo? E se ela for obtida de maneira controlada? Se gerar renda para a população do Amazonas? Se o animal que antes estava em extinção, tiver se tornado uma ameaça de tanto que a população crocodiliana cresceu? E se for devidamente registrado pelos órgãos protetores cada pedacinho de couro por menor que seja?

O manejo do jacaré vem sendo feito em carácter experimental e de forma controlada em algumas Unidades de Conservação do Estado do Amazonas. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá é a mais importante delas. No local existe uma população de 2,4 milhões de jacarés, uma média de 450 indivíduos a cada quilômetro de rio.

Atualmente a liberação monitorada do abate, além de atender às demandas de pesquisa, tem o objetivo de gerar renda para as famílias que moram nas Reservas.O jacaré pode ser encontrado em toda bacia Amazônica e representar ema excelente fonte de renda para moradores.

Em 1993, a Sociedade Civil Mamirauá deu início ao mais completo estudo da ecologia de crocodilianos até o momento realizado na Amazônia brasileira. essas pesquisas abrandem estudos da distribuição e abundância das espécies, monitoramento das tendências naturais das populações, ecologia reprodutiva, crescimento, habito alimentar, radiotelemetria e caça ilegal. incluem também estudo sobre o desenvolvimento de estratégias e políticas para o manejo sustentável dos jacarés na Amazônia.

Os 30 anos de proibição de atividades que envolviam o uso, perseguição, apanha de animais silvestres, caça profissional, comercio de espécimes da fauna silvestre e produtos que derivam de sua caça permitiram aos jacarés do Amazonas seu estabelecimento populacional. Em algumas localidades eles já se tornaram uma ameaça e amedrontam os habitantes da região.

A Iodice criou sapatos, bolsas e peças exclusivas de roupas, em 2010, a partir do couro de jacaré realizadas em conjunto com as Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Mas cada pedaço do couro utilizado, por menor que seja deve ser registrado junto aos orgãos responsáveis do Governo, o que evita a captura predatória e o desequilíbrio ecológico.

Eai? O que acham do uso de couro de crocodilo na moda?

Fonte: livro Projeto AMA. Sustentabilidade. Moda. Cultura – Alexandre Iódice 

Trabalho Escravo Boliviano

Costurar não é fácil, longe disso, no mercado falta mão de obra habilidosa e bom acabamento é luxo hoje em dia. O difícil e meticuloso trabalho das costureiras está desvalorizado, a ponto da indústria da moda recorrer a mão-de-obra escrava para baratear os custos da produção, os altos impostos também dificultam concorrer com os preços baixos dos EUA, China e outros países.

Nesse contexto a  Moda é a vilã e pronto? Creio que esse problema vá um pouco além de um culpado.

As marcas e estilistas em busca de aumentar sua demanda e reduzir preços terceirizam a confecção, porém perdem muitas vezes o controle de sua produção. Esse sistema é utilizado pela cadeia de moda a anos o que dificulta muito a mudança de cenário.

Ainda temos a questão : Porque os Bolivianos se submetem a esse tipo de trabalho?  São enganados ou vem por vontade própria?

Na verdade, muitos vem sem saber das condições precárias, procurando uma melhor qualidade de vida e encontram a escravidão, o aprisionamento, a ilegalidade, com documentos apreendidos até que seja paga a dívida para poder voltar. Mas o fato é que muitos que pagaram a divida e regressaram à Bolívia, ainda querem voltar ao Brasil! Como? Por que?

Bom, imagine viver em uma cidade em que a água  em que se faz as necessidades pode voltar à torneira devido ao péssimo tratamento da água e da falta de saneamento básico!Na vida é preciso ar, comida, roupas, dinheiro, viver em sociedade, amar, ser amado, mas nada disso é importante se não se tem a maior riqueza do mundo: a água! É essa escassez de rios em La Paz capital da Bolívia que quebra a economia do país que está posicionado no 3º grau de falência estatal ( sendo o 1º o pior grau) segundo o site Fight for Peace. E faz da servidão, algo suportável.

Boliviana procurando emprego no Brasil

Esse é um problema do governo boliviano, mas o governo brasileiro tem suas responsabilidades, precisamos urgente de uma contenção de imigrantes, é importante legalizar os imigrantes que cá já estão em situação irregular e principalmente melhorar a fiscalização e punir com mais eficiência as confecções que utilizam esse tipo de mão de obra irregular.

Um dos caminhos é efetivar o projeto Brasil Maior, que tem por objetivo incentivar o desenvolvimento da industria com redução de impostos sobre a matéria prima e assim possibilitando a competição com produtos chineses.

Por fim e talvez mais importante que tudo cabe ao consumidor se conscientizar de que a Moda é segundo 2º setor que mais gera renda no Brasil, portanto nossas decisões  e escolhas tem o poder de gerar grandes mudanças.

A moda pode mudar o mundo? Bem, nós podemos dar-lhe um bom go, como bem disse o fotótgrafo  Tom Craig.

A moda pode sim ser menos impactante,  agir digna e corretamente, não ser conivente com ataques aos direitos humanos e acima de qualquer etiqueta, ser bela e encantadora pela história de respeito e qualidade que trás atrelada a seus processos e materiais.

Por: Erica Saito

Fontes: Abit, FFP, BBC Brasil.

Leia +:
http://www.brasilmaior.mdic.gov.br/
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130508_trabescravo_estrangeiros_fl.shtml

Furoshiki

Originário da cultura japonesa, a técnica promove o cuidado com o meio ambiente e a redução do desperdício.

Furoshiki é a simples amarração de um tecido que forma uma sacola, cada tipo de amarração serve para o tipo de bagagem a ser carregada. A técnica é similar a do Origami, e pode ser usada para embrulhar presentes, para as compras, decoração e até para fazer uma bolsa moderninha!

Por que usar? É reutilizável, multiuso, interativa, criativa, sustentável. Tudo a ver com o Vestir Consciente.

A cada ano, bilhões de sacolas plásticas terminam como lixo; Embalagens reutilizáveis como as de Furoshiki ajudam a reduzir o impacto do meio ambiente e a deixa-lo mais colorido.

Sua versatilidade permite que seja embrulhado quase tudo, independente de seu formato ou tamanho. Veja alguns tipos de furoshiki:

Tipos de Amarrações

Essa técnica é datada do período Edo, quando o furoshiki era utilizado para embrulhar roupas dos frequentadores dos banhos públicos. O nome furoshiki se escreve com os ideogramas de “furo” (banho) e “shiki” (abrir, espalhar).

Atualmente o furushiki tem uma proposta ecológica, além de ser muito charmoso e versátil. Os tecidos possuem normalmente um formato quadrado e podem ser de seda, nylon ou algodão. No Japão os tecidos pintados com a técnica de Shibori são muito usados.

O furoshiki além de ser uma tendência no mundo da moda é por excelência um atitude ecologica e sustentável, pois substitui as sacolas plásticas.
Em 2006 o ministro do meio-ambiente do Japão lançou um furoshiki temático com o objetivo de promover o seu uso em outros países.

O Ecotece em parceria com o Projeto Botuáfrica de estamparia artesanal e o Projeto Retece de Costura irá lançar sua primeira coleção de Furoshiks, aguarde!

Fontes: http://www.madametrapo.com/2009/05/furoshiki/
Traduzido de: http://furoshiki.com/

Nova Lei Contra o Trabalho Degradante

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assina nesta segunda, 13 de maio, dia em que a Lei Áurea (abolição da escravidão no país) completa 125 anos, o decreto que regulamenta a lei que pune empresas paulistas que utilizarem trabalho análogo à escravidão em seu processo produtivo.

A informação é do autor da lei, deputado Carlos Bezerra Jr., líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Sancionada pelo governador no dia 28 de janeiro deste ano, a lei 14.946 prevê a cassação da inscrição estadual no cadastro de contribuintes do ICMS de estabelecimentos envolvidos direta ou indiretamente na exploração de trabalhadores.

Sem a inscrição estadual, a empresa não pode emitir nota fiscal, o que inviabiliza sua operação comercial no Estado. Os autuados também ficarão impedidos por dez anos de exercer o mesmo ramo de atividade econômica ou abrir nova firma no setor.

Etiquetas de roupas em confecção fiscalizada pela Polícia Federal em Americana após denúncia de trabalho degradante

Apesar de a lei representar um avanço no combate a essa prática no Estado de São Paulo, uma portaria editada em fevereiro pela Secretaria estadual da Fazenda dificultava a punição às empresas.

Ela previa que o processo de cassação só poderia ser iniciado após condenação penal sem possibilidade de recurso (transitada em julgado) de pessoa vinculada à empresa que tenha feito exploração de trabalho escravo.

Segundo especialistas, auditores e procuradores do Trabalho, ainda não há condenação criminal no Brasil pela prática desse crime.

Após três meses de discussão técnica, o governo anuncia amanhã as novas regras.

“O decreto agirá com a mesma lógica da ficha limpa. Para iniciar o processo de cassação da inscrição estadual, é preciso ter uma decisão de um colegiado da Justiça (mais de um juiz), e não somente na esfera criminal, mas pode ser também na trabalhista. Outro ponto é que isso pode ocorrer mesmo que ainda exista a possibilidade de recurso”, diz o deputado.

Com a lei aprovada em São Paulo, o que se pretende é atingir economicamente quem usar essa prática. “O objetivo é evitar obter lucro com o uso dessa mão de obra”, afirma Bezerra Jr.

Cálculo do Ministério Público do Trabalho mostra que um funcionário contratado em condições análogas à escravidão em uma confecção custa, ao mês, R$ 2.348,17 menos do que outro empregado regularmente registrado.

Desde 1995, já foram resgatados pela fiscalização 44 mil trabalhadores em condições e ambiente de trabalho considerados degradantes em atividades de desmatamento, criação de bovinos, produção de carvão para siderúrgicas, lavoura, construção civil e produção de roupas.

COMBATE À ESCRAVIDÃO – LEI ESTADUAL 14.946

O que prevê
-Empresas envolvidas com trabalho análogo à escravidão vão perder a inscrição estadual no cadastro do ICMS.
-Sem ela, as empresas não podem emitir nota fiscal, o que inviabiliza qualquer operação comercial.
-Se cassada a inscrição, elas serão impedidas de atuar no Estado de SP por dez anos.

Como era
Pela portaria publicada em fevereiro pela Secretaria da Fazenda, o processo de cassação seria iniciado assim que o Fisco paulista recebesse comunicado da condenação penal (sem possibilidade de recurso) de pessoa vinculada à empresa que tenha feito exploração de trabalho escravo.

Como fica agora
O processo de cassação da inscrição será iniciado após o Fisco receber comunicado de decisão de mais de um juiz da esfera criminal, trabalhista, civil, mesmo que ainda exista a possibilidade de recurso.

Fonte: Folha de São Paulo

Faça Você Mesmo!!!

Olá Amig@s do Vestir Consciente!!!

Hoje daremos duas novas dicas para transformar peças esquecidas no baú através de técnicas de alteração de cor.

A primeira foi retirada da página de Denise Meneghello, que mostra várias possibilidades de reutilização de materiais e sua aplicação na decoração e no vestuário, vale apena conferir!!!

A segunda proposta da semana vem do blog espanhol Dare To DIY, que também dá dicas criativas sobre como repaginar roupas e acessórios!!!

Este efeito é alcançado com a utilização de descolorantes para tecido, material de uso mais aconselhável, já que alguns tecidos podem ser danificados com a utilização de água sanitária ou cloro por exemplo.

Lembrando que é sempre bom olhar as especificações de lavagem das peças. Lá são indicados produtos que não podem entrar em contato com a sua peça; e com essas informações, além de você poder evitar os danos as suas roupas, te dirão como conserva-las melhor.

O descolorante para roupas é encontrado em armarinhos e também  nas mesmas lojas em que são vendidos os corantes para se tingir roupas em casa e costumam ser dos mesmos fabricantes. São intitulados como “tiracor” e “descolorante para tecido”.

Verifiquem para qual se destinam esses descolorantes (se para compostos de fibras naturais ou sintéticas). Você saberá qual utilizar à partir da etiqueta de composição de sua roupa, ela se localiza na parte superior ou lateral, dependendo da peça. Para composições mistas, escolha aquele que tiver maior porcentagem.

Isso também é válido para a primeira dica!!!

O efeito não será o mesmo para peças diferentes, a cor desbotará conforme a composição da tinta da estampa e sua interação com o descolorante, o que não vem especificado nas roupas que a gente compra.

Aqui está um vídeo de como fazer a descoloração, postado no site. Ele está em espanhol, mas como é feito em passo-a-passo é possível entender. Para o preparo do pó descolorante, siga as instruções no rótulo do fabricante.

Moda Sustentável – 7 razões para consumir de modo sustentável

A indústria do vestuário costuma ditar muitas regras do que se deve fazer: usar tal blusa, combinar essa calça com aquelas botas. Porém, quando o assunto é moda sustentável percebe-se certo receio em boa parte dos envolvidos.

Há uma leve abertura de mercado que aos poucos tenta mostrar os benefícios de um guarda- roupas eco-friendly, mas quais são exatamente esses benefícios?

A primeira de todas é na verdade uma grande reflexão: quando gasta-se dinheiro com moda, mais especificamente o fast fashion, você incentiva esse comportamento, e dita para a indústria que eles devem continuar fazendo o que fazer. Porque não usar seu poder de compra de modo mais amigável com o meio ambiente?

1. O meio ambiente agradece!

 Fonte: Miltedflower

A indústria da moda deixa para trás um grande rastro no meio ambiente, que vão desde pesticidas usados em plantações de algodão e resíduos químicos de tingimento, até o impacto de descarte de produtos obsoletos.

Algodão que não é orgânico requer 0,15 gramas de produtos químicos para apenas uma camiseta, e quantas camisetas você tem encostadas no armário?

Escolher fibras orgânicas ou tecidos sustentáveis também pode resultar em menos emissão de carbono e a quantidade de produtos químicos que você traz para sua vida, e não há nenhuma dúvida de que isso é uma coisa boa!

2. Faz bem para as pessoas!

Fonte: Organic Cotton

Peças desenvolvidas sob a ótica do Fair Trade (traduzido: Troca Justa ou Comércio Justo) são sustentáveis em diversos níveis: é a segurança de que a peça que você está adquirindo foi produzida em locais com condições de trabalho seguras e que as pessoas envolvidas no processo produtivo receberam um valor justo pelo trabalho. Isso significa muito em uma indústria que, em alguns casos, fica conhecida por práticas de trabalho discutíveis e cortes de custos que prejudicam os trabalhadores.

Comprar peças onde a troca justa aconteceu mostra que pessoas e lugares são tão ou mais importantes que as coleções de uma marca.

3. Os animais também ficam mais felizes

Fonte: Ehow

Talvez aquelas botas de couro que você viu na passarela sejam lindas, mas a vida do animal da onde vêm esse couro deveria fazer com que se pensasse duas vezes antes de comprá-las. O mesmo pensamento pode ser considerado para pele e qualquer outro produto de couro (do animal que for). Garanta um guarda roupa quetenha somente bichinhos de pelúcia!

4. Dura muito mais

Comprar peças orgânicas e de fibras naturais é a maneira menos tóxica de consumo, porém também é importante, nesse processo, procurar peças mais duráveis e atemporais. Investir em algo mais clássico, com cores que durem bem mais que uma estação.

Reduzir o descarte e organizar seu consumo ajuda o planeta, tanto em questões de energia quanto de recursos, bem mais do que estocar tendências diversas no armário.

5. É mais pessoal

Fonte: Clothes Optional Chicago

O melhor é pensar local. Procure lojas e/ou designers de sua região (melhor ainda se os produtos forem produzidos localmente) e procure um costureiro de confiança em sua região para manter suas peças ajustadas ao seu gosto. Fugir do shopping vai te proporcionar um serviço mais personalizado e fazer com que seja mais fácil desenvolver seu próprio senso de estilo.

 6. É mais fácil (e mais barato) cuidar de suas roupas

Fonte: Fractald

Comprar de modo mais consciente é apenas o primeiro passo. A maneira que você cuida de suas peças também pode fazer uma grande diferença no impacto ambiental do seu armário.

Ao lavar suas peças, procure utilizar o ciclo de água fria, para economia de energia, e use sabão / detergente biodegradável para prevenir que os produtos químicos poluam ainda mais.

Secadoras são práticas, mas seu gasto de energia é excessivo, prefira usar varais para secar suas roupas.

Dê uma pausa ou pelo menos longas pausas com as lavagens á seco, economize tempo, dinheiro e recursos do planeta.

 7. É mais que apenas orgânico

Fonte: The Precarious

Já mencionamos o design local e as peças atemporais, mas vestir-se de modo sustentável também inclui peças vintage e artesanais – ambas aptas a deixar seu guarda roupa único e exclusivo. Procure brechós para achar estampas e modelos que você não encontrará em grandes cadeias de lojas. Além disso você pode resgatar sua máquina de costura do fundo do armário e adicionar aviamentos e acessórios para que cada peça torne-se ainda mais exclusiva.

Fonte: Tree Hugger – 7 reasons why you should care about sustainable fashion

 

Novos Horizontes

Depois de quase 7 anos trabalhando junto ao Ecotece, chegou o momento de alçar novos vôos. E assim é o ciclo da vida, novas pessoas vêm e outras vão, mas a ligação continua!

Sou muito grata por todos os ensinamentos, aprendizados, dificuldades que foram vencidas e as facilidades que me fizeram descobrir um novo caminho. Agradeço a Ana Cândida, fundadora e idealizadora do instituto, que me deu todo o apoio, treinamento e me mostrou o valor do trabalho. A Lia, atual presidente, pela confiança e por acreditar que juntas, podíamos melhorar e ampliar nossas experiências. A Alice, por estar sempre presente, pelo carinho e por ensinar cada vez mais da arte de tecer. A Ivi, pela disposição de estar na equipe e da troca que temos de saberes. Sou grata a todos os colaboradores que doaram horas, dias e palavras comigo e que foram e é de grande valia na minha caminhada!

Dando seqüência ao lado empreendedor que desenvolvi no instituto, criei duas marcas: Florada Design e Florada Acessórios, nas quais faço a criação, desenvolvimento e produção.

Tenho um carinho especial pela iniciativa e todo o trabalho que a ong faz! Acredito nas pessoas que continuam nessa caminhada constante do Vestir Consciente!

Desejo bons dias floridos ao Ecotece, que continue tecendo fios de paz para um mundo melhor e que possa contar comigo!

Ana Isa Zanesco

Reutilização de resíduos – Bakuara Lab

A Bakuara, que é uma consultoria de gestão de resíduos sólidos que ajuda empresas e pessoas a criar oportunidades em seu desperdício, criou o Bakuara Lab, workshop para gerar novas ideias de reutilização para resíduos, com uma metodologia incrível.

Inciativa que tem tudo a ver com o Ecotece que também vê oportunidades onde ninguém mais quer olhar.

+ infos sobre o Bakuara Lab que será dia 11 de maio em http://nos.vc/pt/projects/275-bakuara-lab-reutilizacao-de-residuos

Faça Você Mesmo!!!

O Ecotece traz pra você soluções criativas para aquelas camisetas que você já não usa mais, ou aquelas sobras de tecido que você não sabe para o que destinar.


Utilizando trançados, pontos de crochê e amarrações você poderá fazer diversos acessório, para você, sua casa e para quem você ama! É incrível a infinidade de coisas que podemos criar utilizando nossas habilidades manuais e todo nosso carinho.

Bazar do Bem Possível 14ª edição – SP

 

14ª edição com 114 ONGs participantes!!

Não deixem de visitar o tradicional Bazar do Bem Possível do Clube Pinheiros em São Paulo.

Ongs de diversas área de atuação expõem produtos artesanais, roupas, cosméticos, papelaria e outros. Toda a renda arrecadada é destinada a manutenção dos projetos e fortalecimento das iniciativas.

O Ecotece mais uma vez estará presente expondo sua linha de camisetas e acessórios com ativos socioambientais.

Venham nos visitar!

Juntos podemos tecer um mundo melhor ;)

 

 

Faça Você Mesmo!!!

Que tal pegar aquele seu tênis esquecido no guarda-roupa e repaginá-lo dando a ele  novas cores?
O Ecotece te explica como!!!

Inscrições Paraty EcoFashion até 8 de maio

Inscreva seu projeto na Mostra de Design e Moda SustentáveisParaty EcoFashion 2013 até 8 de maio.

Inscrição válida para estudantes e profissionais da área de moda.

O evento que será de 26 a 29 de setembro deste ano pretende destacar a criatividade e os talentos que valorizem os saberes e fazeres das culturas tradicionais e que, sobretudo, utilizem técnicas e matéria prima ecologicamente sustentáveis no projeto e confecção de:

  • peças de vestuário
  • calçados
  • acessórios de vestuário
  • utensílios
  • peças decorativas

O Paraty EcoFashion é um projeto de estímulo à moda social e ambientalmente sustentável, promovido pelo Instituto Colibri.
São alguns de seus objetivos:

  • divulgar conceitos e produtos da moda que contribuam para uma sociedade mais sustentável;
  • valorizar saberes tradicionais sobre materiais e técnicas de baixo impacto ambiental;
  • incluir populações tradicionais e periféricas no processo de produção da moda; e
  • debater princípios éticos e estéticos da moda contemporânea.

Sua execução prevê práticas de pesquisa, de trocas de saberes e de desenvolvimento de novos produtos e conceitos. Alguns destes trabalhos serão realizados por projetos inscritos por estudantes ou profissionais da moda. Outra linha de ação prevê o apoio a comunidades tradicionais e/ou periféricas de Paraty, com o objetivo de harmonizar técnicas e materiais contemporâneos com modos artesanais e tradicionais de produção de vestuário e acessórios, sempre respeitando os valores e a identidade de cada comunidade local envolvida. Trata-se de um evento de integração e intercâmbio profundos.

É um projeto de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem vinculado à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço.

+ Infos: http://paratyecofashion.com.br/2012/inscricoes-para-a-mostra-de-moda-e-design-sustentaveis-2013/

Fonte: Portal Paraty EcoFashion

Exposição em SP: Espedito Seleiro

O UNIVERSO DE ESPEDITO SELEIRO AGORA NO MUSEU A CASA:

Com gibão de vaqueiro completo, selas, sapatos, sandálias, bolsas, carteiras, cintos, chapéus e miudezas como chaveiros, A CASA museu do objeto brasileiro inaugura a partir de 3 de abril, às 19h30, a mostra Espedito Seleiro – da sela à passarela, com exposição das peças realizadas por Espedito Velozo de Carvalho, o Espedito Seleiro. Aos 73 anos de idade, vivendo em Nova Olinda, Chapada do Araripe — um “oásis do sertão” no sul do Ceará — ele comanda a marca homônima que criou recentemente para distinguir a notável criação e confecção, com a colaboração da família, de acessórios, mobiliário, peças de vestuário em couro.

Em 2006, participou da São Paulo Fashion Week, desenvolvendo uma coleção de bolsas e calçados para a grife Cavalera e, depois disso, criou coleções para outras grifes renomadas. Para o filme O homem que desafiou o diabo, de Moacyr Góes, lançado em 2007, é da marca Espedito Seleiro a indumentária de vaqueiro do personagem vivido pelo ator Marcos Palmeira. No ano passado, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.

OFÍCIO EM EXTINÇÃO
No início de sua atividade, Espedito se dedicava a fazer apenas o que chama de “coisas de vaqueiro”. Com o tempo, porém, assistiu minguar a venda desses artigos, que comercializava em feiras da região.

No final da década de 1980, recebeu o convite singular de um amigo para confeccionar em couro uma sandália igual à do legendário Lampião. Em seguida, veio a encomenda de uma bolsa com motivos e desenhos de gibão de vaqueiro. A partir daí, o trabalho de Espedito passou a chamar atenção. Começava, assim, a adaptação extraordinária e criativa dos mesmos motivos e ornamentos das selas e vestimentas de vaqueiro, em peças usadas por um público mais amplo.

Inventivo, curioso, observador arguto das tendências, seu nome passa a ser referência na criação em couro que condensa marcas do ofício tradicional do seleiro, atualmente em extinção. Espedito reinterpreta e recria desenhos que investigou em fotos de calçados de Maria Bonita e Lampião, personagens do Cangaço, nomes de algumas de suas linhas de sandálias.

VENDA DE PEÇAS
As peças de Espedito Seleiro estarão à venda na exposição. São bolsas, carteiras, chaveiros, chapéus, sandálias e selas, entre outros objetos.

REALIZAÇÃO
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) é instituição de atuação nacional, vinculada ao Iphan, e tem por missão promover ações que buscam, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer popular, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais, propondo e conduzindo ações para sua valorização e difusão.

LOCAL
A CASA museu do objeto brasileiro tem o objetivo de contribuir para o reconhecimento, valorização e desenvolvimento do artesanato e do design brasileiros, incrementando a percepção consciente a respeito do produto brasileiro. Atua como rede que interliga iniciativas e pessoas envolvidas e interessadas na expressão cultural brasileira.

QUANDO
Abertura: 3 de abril, quarta-feira, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 4 de abril a 17 de maio de 2013
De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 12h às 16h

ONDE
A CASA museu do objeto brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros
Entrada Franca
tel: 11 3814 9711

+ infos: www.acasa.org.br
http://espeditoseleiro.wordpress.com 

Fora do Figurino – as medidas do jeitinho brasileiro

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A falta de um sistema antropométrico na moda brasileira dificulta a compra e venda de roupas no pais, não há no Brasil um censo que meça o corpo dos consumidores para melhor atender as necessidades de cada um, é disso que trata o documentário Fora do Figurino – As Medidas do Jeitinho Brasileiro que terá em seu elenco imagens conhecidas como Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, Odilon Wagner e Beatriz Segal. O problema da carência de medidas vai além do fato de ter que provar a roupa, se estende a grande maioria das roupas que saem das lojas para ter o caimento desejado ainda tem que passar por um costureira e sofrer ajustes, muitos deles, como fazer a barra, jogando aproximadamente 20cm de pano, jogando muito mais tecido no lixo do que já foi necessário para sua produção e encarecendo o preço da peça. Além disso com o aumento de vendas de roupas e acessórios por e-comerce, há necessidade de urgência na resolução do impasse de padronização do vestuário ou mais e mais peças serão “consertadas” ou jogadas fora a cada ano.

Fonte: Veja

Bordado

Em 18 e 25 de Maio o Ecotece tem a honra de promover um Curso de Bordado ministrado pelo grupo de bordadeiras “Artesãs da Linha Nove”

Não perca a oportunidade de aprender um pouco mais desta técnica da arte feita pelas mãos!!!

VAGAS SUPER LIMITADAS!!!

Para + infos e inscrições: http://www.ecotece.org.br/produto.php?i=126

História:
Bordado é uma técnica à mão ou à máquina para ornamentar tecidos com figuras e desenhos. Para sua composição, são utilizadas agulha, uma variedade de cores de linhas que podem ser composta por diversos materiais, pedrarias e outros aviamentos.

Fernanda Yamamoto - SPFW Verão 2012

Há registros históricos de que o bordado tenha surgido na forma do ponto e cruz já durante a pré-história para costurar as vestimentas feitas em pele de animal, mas quem batiza à técnica pela primeira vez são os babilônicos.

Dolce & Gabbana - Semana de Moda de Milão Inverno 2014

Se tratando desta atividade artesanal no Brasil, a sua maior concentração e variação encontra-se na região do Nordeste do país. Através dessas variações é possível notar traços característicos regionais, aspectos inerentes à cultura e a história local.

Osklen - SPFW Verão 2014

O bordado nunca sai de moda!!!

Ele recebe novas formas e motivos, os materiais se sofisticam ou dão um maior toque da simplicidade do feito à mão, mas sempre estão a valorizar e encher de cores a nossa vida e as nossas roupas.

+ Infos: Museu do Bordado (MG); Biblioteca SEBRAE.

Imagens de Moda:

1 - Globo Notícias
2- Estilo RS
3- Uol Mulher

Overdressed – O custo surpreendente da moda barata



A moda barata mudou fundamentalmente a maneira com que a maioria dos americanos (e sem dúvida nós brasileiros também) vestem-se. Segundo dados, americanos compram em média 
uma roupa nova por semana e fazem peregrinações regulares para shoppings e lojas de marcas baratas.

Os varejistas produzem roupas em enormes volumes, a fim de baixar os preços e assim conseguir obter lucros, um dos fatores que tem transformado as roupas em um bem descartável.

Mas o que estamos fazendo com todas essas roupas baratas? E o mais importante, o que estão fazendo conosco, nossa sociedade, nosso meio ambiente e nosso bem-estar?

No livro Overdressed – The shocking hight cost of cheap fashion ( O custo surprendentemete alto da moda barata) da escritora Elizabeth Cline (uma ex-viciada em fast-fashion) se propõe a descobrir a verdadeira natureza do rolo compressor da moda barata, traçando a ascensão de cadeias de vestuário, a morte de middle-market e dos varejistas independentes, e também as raízes de nossa obsessão com ofertas. Ela percorre fábricas na China e Bangladesh e analisa o impacto do aumento drástico na América em importações de roupas. Ela ainda explora como as pressões do barato têm forçado os varejistas a reduzir drasticamente detalhes e o artesanal, tornando a roupa que vestimos cada vez mais sem qualidade e mais despersonalizada, com cara de uniforme. 

Cline mostra como os consumidores podem quebrar esse ciclo apoiando ações inovadoras e sustentáveis, tendo roupas personalizadas, remodelando suas roupa durante a sua vida e até mesmo fazendo suas próprias peças. Overdress vai inspirá-lo a encontrar um caminho que alinha sustentabilidade, bem estar e moda.

Para adquirir o livro e + infos:  http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?isbn=1591844614

Para ver todos os livros indicados pelo Ecotece: http://www.ecotece.org.br/conteudo.php?i=86 

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Curso de Bordado – Artesãs da Linha Nove

É com imenso prazer que o Intituto Ecotece vem para oferecer o curso de bordado ministrado pelo grupo de boradeiras “Artesãs da Linha Nove”, projeto especializado em bordado e formado por moradoras da Favela da Linha e Favela do Nove junto a moradoras do conjunto habitacional Cingapura Madeirit, nos arredores do CEAGESP, zona oeste de São Paulo.

Venha bordar novas histórias!!!

Para inscrições, clique aqui.

SPFW, Irmãos Campana e sustentabilidade

A SPFW mais uma vez (para nossa alegria!) traz o tema da sustentabilidade!

“No conceito inicial nós pensamos em sustentabilidade(..) Pensamos em piaçava porque é um material que não causa nenhum dano a natureza e sustenta comunidades na Bahia”- Diz Humberto Campana.

 

A edição de Primavera/Verão 2013/14 do SPFW começou nesta segunda-feira (18.03) e, durante sua coletiva de imprensa, que aconteceu no piso térreo da Bienal do Parque do Ibirapuera, Paulo Borges conversou com Fernando e Humberto Campana sobre a cenografia do evento, toda desenvolvida com materiais recicláveis, como as fibras de piaçava, provenientes do interior da Bahia, o mandacaru e recortes de papelões dourados.

Paulo Borges comentou que fez o convite aos irmãos Campana há mais de um ano e, desde então, eles vêm se organizando e planejando o que seria feito no imenso prédio da Bienal. A sustentabilidade, aliada à simplicidade e ao retorno às raízes brasileiras, foram essenciais para conceber a ambientação do evento, assim como o desejo de produzir um contraste com a arquitetura de Oscar Niemeyer.

Todas as pilastras da Bienal foram revestidas com fibras de piaçava, o que, segundo os Campana, foi feito com o objetivo de simular coqueiros. Já as paredes e luminárias vieram cobertas por recortes de papelões dourados e a loja pop-up do evento foi construída em torno de blocos curvos de madeira, que também aparecem como assentos para o público. “Eu adoro natureza, [...] a cultura da piaçava ajuda a evitar o êxodo rural e mantém [financeiramente] a comunidade”, comentou Humberto, que, apesar de atuar como designer ao lado do irmão Fernando, é formado em Direito.

+ infos: http://campanas.com.br 

Fonte: FFW- Fashion Forward

Oie!

Oii! Meu nome é Erica Saito  e sou aluna do segundo ano de moda da Faculdade Santa Marcelina. Tenho 20 anos, escorpiana e sou paulista.

Adoro morar em São Paulo, apesar de seus defeitos e adoro viajar principalmente pelo Brasil com suas belezas e riquezas naturais. Tenho profundo interesse na moda sustentável e que valorize o que o meu país tem de melhor a oferecer. Considero a sutentabilidade não uma opção mas sim nossa única saida. E a proteção do meio-ambiente uma meta.

Desde que assiti à palestra da Ecotece na faculdade, tive vontade de participar da rede, pois então estou aqui para juntos entendermos um pouco melhor esse mundo da Moda Sustentável e descobrindo como nos reencaixaremos no nosso ecossistema.

Muito prazer,

Vamos tecendo! =D